tecnologias de telas

O que vem por ai em tecnologias de telas – 1 parte

O que vem por ai em tecnologias de telas – 1 parte

O Dr. Raymond Soneira, Presidente da DisplayMate Technologies, que trabalha com produtos de calibração, avaliação e diagnóstico de equipamentos de vídeo para consumidores, técnicos e fabricantes, publicou um artigo muito interessante sobre tecnologias de tela.

Segundo o especialista, desde 2010, quando a Apple lançou a tela Retina e a transformou num ponto central de marketing, as telas saíram de uma fase de estagnação para uma renascença sem precedentes com o lançamento de novas tecnologias para smartphones, tablets e TVs, além de categorias completamente novas de produtos, como dispositivos vestíveis.

Além de deixar os consumidores impressionados, essa mudança de comportamento fez toda a indústria de telas progredir. Mas, a Apple acabou perdendo a liderança. A Amazon, o Google, a LG e a Samsung estão lançando produtos com telas melhores e mais inovadoras. A tela do novo iPad mini retina, por exemplo, ficou em terceiro lugar num comparativo recente feito pela própria DisplayMate.

Até 2012, os aumentos no tamanho de tela, resolução e pixels por polegada (ppi) eram a vanguarda da inovação em displays.  Em 2013, vimos a chegada dos pontos quânticos e das telas curvas — de acordo com Raymond, são as duas das mais revolucionárias tecnologias da última década, assim como a OLED. Além disso, há um desenvolvimento constante na gama e na precisão de cor, resoluções e densidade de pixels mais altas, telas com melhor iluminação e menor reflexo para uma melhor visibilidade em ambientes iluminados, além de muitas outras novidades em OLEDs e LCDs.

Tecnologias de tela para 2014

As atuais tendências para melhorar os pontos citados acima irão se acelerar em 2014, graças a novas tecnologias e ao aumento da concorrência. Os pontos quânticos irão revolucionar e reenergizar as LCDs nos próximos anos.

tecnologias de telas
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Eles estiveram em desenvolvimento durante muito tempo, mas só em 2013 saíram dos laboratórios para chegar aos produtos: em alguns modelos de TV da linha Sony Bravia, com pontos quânticos da QD Vision, e no Kindle Fire HDX 7, com pontos quânticos da Nanosys, que a DisplayMate testou recentemente.

Em 2014, haverá muitas novas telas de LCD com pontos quânticos em smartphones, tablets e TVs, já que os fabricantes irão se apressar para não ficar para trás em relação à concorrência; entretanto, muitos produtos não irão mencionar a tecnologia em suas campanhas de marketing.

Telas curvas e flexíveis

Samsung Galaxy Round e a TV LG OLED estão aí para tentar mostrar o quanto a curvatura melhora o desempenho da tela. É importante notar que a curvatura é pequena e sutil — as bordas da tela são apenas 2,5mm (0,1 polegada) mais altas que o centro no display de 5,7 polegadas do Galaxy Round, e apenas 35,5mm (1,4 polegada) na tela de 55 polegadas da TV da LG. Esta é a quantia certa para melhorar significativamente a qualidade da imagem sob luz ambiente, mas não o bastante para fornecer uma vista panorâmica ou interferir na vista quando o observador estiver fora do eixo (como muitos reviews sugeriram).

A curvatura sutil da TV melhora a visibilidade porque reduz a distorção angular (trapezoidal) e de perspectiva da imagem, vista em muitas telas planas, chegando, em alguns casos, a 50% — mas que é encarada como normal, pois as pessoas estão acostumadas a ver assim. A maioria das telas curvas usa tecnologia OLED, mas há algumas LCDs também.

Por causa destas melhorias de desempenho, mais produtos serão desenvolvidos com telas curvas, mas ainda veremos poucas unidades em 2014, devido à capacidade de produção limitada. No entanto, estes produtos também podem encalhar no mercado, já que os consumidores ainda não valorizam sua importância.

Telas flexíveis: O Galaxy Round é, na verdade, feito com uma tela OLED flexível, que é colocada sob uma cobertura curva fixa de vidro. A DisplayMate também testou a mesma tela sem a cobertura (como o mastro de uma bandeira, que é flexível mas não pode ser dobrado). Ela funciona ainda melhor que a tela curva fixa do Galaxy Round, mas produtos com displays flexíveis não devem chegar antes de 2015. O que, sem dúvida, irá aparecer já em 2014 são os smartwatches com telas curvas flexíveis e cantos arredondados para fornecer visão em múltiplas direções. O Samsung Gear já indicou o caminho.

Telas com gama de cores mais ampla e completa

Até pouco tempo atrás, a maioria dos LCDs tinha apenas 55 a 65% da gama de cor Standard sRGB/Rec.709, que é usada para produzir praticamente todo tipo de conteúdo — o que resultava em cores menos vivas em imagens, vídeos e fotos. Esta limitação é consequência da redução de brilho e de eficiência de energia que se dá quando a gama de cores é aumentada (agora, isto pode ser superado com o uso dos pontos quânticos).

A maioria dos melhores LCDs de hoje tem gamas de cor superiores a 85%, com as melhores destas próximas a 100%. Os retardatários mais notáveis de 2013 foram o iPad Mini Retina e o Microsoft Surface 2, cujas telas só alcançavam 63% da gama padrão. Os pontos quânticos mencionados anteriormente terão um papel importante em melhorar as LCDs neste aspecto. Note que, às vezes, a gama NTSC é mencionada; no entanto, ela é obsoleta há bastante tempo e, hoje, é completamente irrelevante.

Telas anunciadas com amplas gamas de cor, maiores que 100% do Standard sRGB/Rec.709, não podem exibir as cores que não estão na imagem original do conteúdo. Então, ao invés disso, elas produzem cores distorcidas e supersaturadas. OLEDs, atualmente, têm gamas de cores nativas bastante amplas, com cerca de 130%, mas as melhores OLEDs – como as do Samsung Galaxy S4 e do Galaxy Note 3 – agora incluem modos com gerenciamento de cor avançado, que reduz a gama nativa para aproximadamente 100%, para entregar imagens com cores precisas.

Há, entretanto, uma vantagem muito importante nas telas com gamas de cor maiores que 100%, pois a luz ambiente lava as imagens produzidas na tela — e elas quase nunca são utilizadas na escuridão total. Então, com gerenciamento de cor em tempo real que ajusta de maneira precisa a gama de cor para valores maiores que 100%, baseado no nível de luz ambiente medido, estas telas podem compensar a redução das cores por meio da saturação, e produzir imagens precisas mesmo na iluminação natural, que é o que discutiremos abaixo.

Precisão de cor absoluta e qualidade de imagem

A qualidade de imagem, a fidelidade e a precisão de cor foram melhorando regularmente graças a melhorias na tecnologia das telas, processamento de sinal avançado, calibração de fábrica automática e aumento da concorrência. A série de testes e medidas de laboratório da DispalyMate mostra que os melhores smartphones, tablets e TVs são comparáveis, em precisão, com os monitores profissionais de estúdio. Com tamanha qualidade, você pode ver suas fotos digitais em alta fidelidade.

Isto é especialmente importante, já que, geralmente, você conhece as cores das coisas que aparecem nas fotos que você tirou. Outra vantagem aparece na hora de fazer compras pela internet: as mercadorias aparecerão em cores precisas, então você terá uma boa ideia do que está comprando, diminuindo assim as chances de você não gostar do produto e querer trocar. As desvantagens, por outro lado, incluem a fome causada pelas imagens de alimentos apresentadas na tela e o tempo gasto vendo séries e filmes, pois eles ficarão ótimos na sua tela.

Se você já se perguntou por que certas cores ficam muito diferentes na tela, saiba que há muitos fatores e causas para isto, incluindo a gama de cor, a calibração do branco, a escala de intensidade, o gerenciamento de cor e, por fim, possivelmente o processamento dinâmico de imagens implementado de maneira inadequada.

É possível medir e mapear a precisão de cor absoluta, bem como os erros, em qualquer tela, usando um espectroradiômetro e modelos de teste proprietários. Em 2013, a tela mais precisa que avaliamos foi a LG OLED TV, com um erro médio de cor absoluta de apenas 1,3 JNCD, o que é visualmente indistinguível de uma tela perfeita. Os gráficos abaixo mostram a precisão de cor absoluta para o Kindle Fire HDX 7 e para o Google Nexus 7, e também mostra claramente os erros de cor bem maiores do iPad Mini Retina. Em 2014, nós esperamos ver grandes melhorias neste aspecto, como consequência dos pontos quânticos e de avanços de processamento no gerenciamento de cores.

Visite o DisplayMate para conhecer os gráficos de precisão de cor.

Ainda esta semana, publicaremos a segunda parte deste artigo com 4K UHD e telas de alta densidade de pixels, telas brilhantes e de baixa refletância em ambientes iluminados, LTPS, IGZO e muitos outros. Fique ligado e acompanhe nossas publicações.

Fonte: Gizmodo

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Redação Dualpixel

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